Doenças autoimunes e gastroenterológicas podem afetar a rotina, a qualidade de vida e, em alguns casos, exigir tratamentos contínuos. Por isso, encontrar novas opções terapêuticas é uma necessidade constante.
É nesse cenário que a pesquisa clínica tem um papel fundamental. Por meio de estudos realizados com voluntários, novos medicamentos e tratamentos são avaliados antes de serem disponibilizados para a população.
Mais do que testar uma nova terapia, esses estudos ajudam a transformar descobertas científicas em opções de tratamento que possam ser utilizadas com segurança e eficácia.
O que é pesquisa clínica?
A pesquisa clínica é uma etapa do desenvolvimento de medicamentos e outras terapias realizada com seres humanos. Seu objetivo é avaliar, entre outros aspectos, segurança, eficácia, tolerabilidade, doses e possíveis efeitos adversos.
Antes de chegar aos participantes, uma nova terapia passa por estudos pré-clínicos. Depois, os estudos clínicos são organizados em diferentes fases, de acordo com seus objetivos e características.
De forma simplificada:
- Fase 1: avalia principalmente segurança, tolerabilidade e resposta do organismo.
- Fase 2: investiga a eficácia inicial e continua avaliando a segurança em pessoas com a doença estudada.
- Fase 3: envolve um número maior de participantes e busca confirmar os resultados de eficácia e segurança.
- Fase 4: acompanha o tratamento depois de sua aprovação, permitindo observar seus efeitos em longo prazo e identificar eventos mais raros.
Nem todo estudo segue exatamente o mesmo formato. O desenho depende da terapia, da doença e dos objetivos definidos no protocolo.
Por que a pesquisa clínica é importante para as doenças autoimunes?
Doenças como lúpus, artrite reumatoide, síndrome de Sjögren e artrite psoriásica, entre outras, podem apresentar diferentes manifestações e respostas aos tratamentos.
Por isso, mesmo quando existem terapias disponíveis, ainda há necessidade de desenvolver novas alternativas para pacientes que não respondem adequadamente aos tratamentos atuais ou que precisam de outras opções.
A pesquisa clínica permite avaliar novas estratégias terapêuticas de maneira estruturada e controlada. Assim, os resultados dos estudos ajudam os pesquisadores a entender melhor quais tratamentos funcionam, para quais pacientes e em quais condições.
O Grupo ImunoBR, por meio da Clínica SER da Bahia, tem vasta experiência em pesquisa clínica e mais de 100 estudos realizados em doenças autoimunes, incluindo lúpus, nefrite lúpica, síndrome de Sjögren, artrite psoriásica e arterite de Takayasu.

E nas doenças gastroenterológicas?
A pesquisa clínica também contribui para o desenvolvimento de novas opções para doenças que afetam o sistema digestivo.
Entre elas estão as doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn e a colite ulcerativa, além de outras condições gastroenterológicas.
A Clínica BRA, também do Grupo ImunoBR, possui um Centro de Pesquisa Clínica voltado também para essa área. Há atualmente um estudo clínico ativo para pessoas com colite ulcerativa moderada a grave.
A colite ulcerativa é uma doença inflamatória crônica que pode causar sintomas como diarreia, sangue nas fezes, urgência para evacuar, dor abdominal e fadiga. Embora existam tratamentos, nem todos os pacientes apresentam a mesma resposta. Por isso, estudos que avaliam novas terapias podem contribuir para ampliar as alternativas disponíveis no futuro.
A segurança dos participantes é prioridade
Participar de uma pesquisa clínica não significa simplesmente testar um tratamento sem acompanhamento.
Os estudos seguem protocolos definidos e passam por avaliações éticas e regulatórias. No Brasil, a Anvisa atua na regulamentação dos ensaios clínicos destinados ao desenvolvimento de medicamentos.
Também existem as Boas Práticas Clínicas, que estabelecem padrões para a condução dos estudos e para a proteção dos participantes.
Além disso, antes de participar, o voluntário recebe informações sobre a pesquisa. Isso inclui seus objetivos, procedimentos, possíveis riscos e benefícios.
A decisão de participar deve ser voluntária.
Veja como participar:
Ciência, cuidado e inovação
O avanço da medicina depende de pesquisa.
Ao estudar novas terapias com rigor científico, a pesquisa clínica ajuda a ampliar o conhecimento sobre doenças e tratamentos.
No Grupo ImunoBR, esse trabalho reúne pesquisa, acompanhamento especializado e cuidado com os participantes, contribuindo para o desenvolvimento de novas possibilidades terapêuticas em doenças autoimunes e gastroenterológicas.
Porque novos tratamentos começam com uma pergunta, passam pela ciência e podem transformar o cuidado no futuro.


