O termo reumatismo é utilizado usualmente para fazer referência à presença de sintomas relacionados ao sistema musculoesquelético, ou seja, dores musculares, ósseas ou articulares dos mais variados tipos.
Entretanto, as manifestações das doenças autoimunes são muito mais abrangentes, podendo acometer inúmeros órgãos e sistemas (coração, pulmões, rins, pele, olhos, etc), além do sistema músculo-esquelético.
Assim sendo, o médico reumatologista tem um papel importante e estratégico na investigação e tratamento de diversas manifestações clínicas, do diagnóstico ao tratamento.
O papel do reumatologista é investigar a causa desses sintomas para que um tratamento específico possa ser estabelecido.
As doenças autoimunes são um conjunto de doenças em que o nosso sistema imunológico, que é responsável pelas defesas do organismo contra vírus, bactérias e outras agressões, passa a agredir o nosso próprio organismo, de maneira contínua e irreversível.
Seus sintomas variam conforme a doença e o órgão afetado, podendo acometer qualquer órgão ou sistema.
Exemplos de doenças autoimunes são artrite reumatoide, lúpus, esclerose múltipla, dentre outras.
Infelizmente, ainda não existe uma cura conhecida para doenças autoimunes, mas há tratamentos disponíveis que podem ajudar a controlar os sintomas e prevenir danos adicionais. Uma das razões pelas quais as doenças autoimunes não têm cura é a característica de memória do sistema imunológico.
Quando o sistema imunológico identifica uma ameaça, ele cria células imunes específicas para combater esse invasor. Essas células imunes desenvolvem memória contra o “agressor”, e ficam prontas para agir rapidamente se a ameaça aparecer novamente no futuro.
No caso de uma doença autoimune, o sistema imunológico passa a identificar algum órgão ou estrutura do próprio corpo como agressor, e desenvolve uma resposta imunológica permanente contra essa estrutura, através da sua capacidade de memória.
Além disso, a causa exata das doenças autoimunes é ainda desconhecida e pode incluir uma combinação de fatores genéticos, ambientais e infecciosos. Isso torna ainda mais difícil encontrar uma cura abrangente para estas condições.
No entanto, com a combinação de medicamentos imunossupressores, terapias-alvo dirigidas e outras terapias, é possível controlar a atividade anormal do sistema imunológico e prevenir danos adicionais aos tecidos e órgãos.
Embora o tratamento não cure completamente a doença, ele pode permitir que os pacientes tenham uma vida normal ou próximo do normal, muitas vezes com a doença em remissão, que é o mais próximo que conseguimos chegar de uma cura.
Nós acreditamos que, com a continuidade dos avanços na medicina e na pesquisa, um dia teremos uma cura para as doenças autoimunes.
Quando se trata de doenças reumáticas, os medicamentos mais utilizados incluem corticosteroides, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), imunossupressores sintéticos, imunomoduladores e imunobiológicos.
Embora alguns desses medicamentos possam ter efeitos adversos no feto, há outros que são considerados relativamente seguros e podem ser continuados durante a gravidez.
Alguns medicamentos, como o metotrexato, a leflunomida e o micofenolato de mofetil, são contraindicados durante a gravidez, pois podem causar malformações fetais e outros problemas graves para o feto.
Já outros, como a hidroxicloroquina, a sulfassalazina e a azatioprina são relativamente seguros e podem ser continuados durante a gravidez, desde que sob supervisão médica.
É importante destacar que a utilização de qualquer medicamento durante a gravidez depende de diversos fatores, incluindo a natureza da doença, a idade gestacional e o estado geral da mulher grávida.
As condições da gravidez podem ser diferentes ao longo dos trimestres, e cada medicação pode ter efeitos diferentes em cada momento.
Além disso, a importância de cada medicação varia dependendo da doença reumatológica específica, e doenças mais graves podem oferecer mais riscos que a medicação.
Por essa razão, cada situação deve ser avaliada individualmente, considerando o risco da doença em atividade, o grau de atividade, o risco da medicação, entre outros fatores.
É importante que todas as mulheres grávidas discutam as opções de tratamento mais seguras para sua doença reumática com seus médicos.
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