Por Sofia Sampaio, psicóloga da Clínica Pulsus
Você já ouviu falar em doenças invisíveis? Esse termo é usado para descrever condições de saúde que, mesmo causando grande impacto na vida do paciente, muitas vezes não apresentam sinais externos aparentes. Entre elas estão as doenças autoimunes, que acontecem quando o sistema imunológico, nossa defesa natural contra vírus e bactérias, passa a atacar o próprio corpo por engano.
Alguns exemplos incluem lúpus, artrite reumatoide, esclerose múltipla, psoríase, doença celíaca e doença de Crohn. Os sintomas podem variar bastante, mas entre os mais comuns estão:
- Fadiga intensa que não melhora com o repouso;
- Dores articulares e musculares;
- Manchas e alterações na pele;
- Problemas digestivos frequentes;
- Dificuldades cognitivas, como perda de memória ou dificuldade de concentração.
Por serem sintomas difusos e muitas vezes intermitentes, essas doenças podem demorar a ser diagnosticadas, o que aumenta os desafios do paciente.
Impactos na vida do paciente
Conviver com uma doença autoimune vai além dos sintomas físicos. Muitas pessoas enfrentam desafios emocionais e sociais, já que a falta de sinais visíveis faz com que o sofrimento seja, muitas vezes, minimizado ou incompreendido por familiares, colegas de trabalho e até mesmo por quem nunca ouviu falar sobre essas condições.
Essa realidade pode levar a sentimentos de isolamento, ansiedade e até depressão. Por isso, o cuidado precisa ser integral e multidisciplinar, envolvendo médicos especialistas, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais de saúde.
Caminhos para viver melhor
Embora não exista cura definitiva para a maioria das doenças autoimunes, os avanços na medicina têm permitido tratamentos mais eficazes para controlar a inflamação, reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Além disso, práticas de autocuidado desempenham um papel importante no manejo da doença:
- Manter consultas regulares com especialistas;
- Seguir corretamente o tratamento prescrito;
- Adotar uma alimentação equilibrada e anti-inflamatória;
- Praticar atividade física adaptada à condição de cada paciente;
- Cuidar da saúde mental, buscando apoio psicológico quando necessário.
A importância da conscientização
Quanto mais falamos sobre as doenças invisíveis, mais conseguimos quebrar o estigma e oferecer acolhimento a quem convive com elas. Reconhecer que a dor do outro existe, mesmo que não seja visível, é um gesto de empatia e respeito.
Se você convive com uma doença autoimune, lembre-se: cuidar de si é essencial e você não está sozinho(a). Com o acompanhamento adequado e o apoio das pessoas ao redor, é possível viver com mais bem-estar, confiança e qualidade de vida.


