O verão traz dias mais longos, temperaturas elevadas e maior exposição ao sol. Mas, para pessoas que convivem com doenças autoimunes e reumatológicas, como artrite reumatoide, lúpus, espondiloartrites e fibromialgia, essa estação também pode representar um período de atenção.
A combinação de calor intenso, suor excessivo e hidratação insuficiente pode levar a um agravamento da inflamação e dos sintomas articulares.
Neste artigo, explicamos por que isso acontece e o que fazer para atravessar o verão com mais conforto, segurança e qualidade de vida.
Por que o calor afeta tanto o corpo de pacientes reumatológicos?
Durante o verão, o organismo perde mais líquidos pela transpiração. Isso pode parecer algo simples, mas, para quem já enfrenta um quadro inflamatório, a desidratação funciona como um gatilho importante.
Quando o corpo perde água além do ideal:
- A concentração de substâncias inflamatórias na corrente sanguínea aumenta
- A lubrificação das articulações diminui
- A tensão muscular cresce
- O corpo fica mais suscetível a fadiga, dor e rigidez
Esse conjunto de fatores cria um cenário propício para a piora dos sintomas, especialmente em quem já apresenta uma condição crônica.
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Quem sente mais os efeitos do calor?
Algumas doenças tendem a apresentar maior sensibilidade às mudanças de temperatura e ao impacto da desidratação:
- Artrite reumatoide
- Lúpus
- Espondiloartrites
- Fibromialgia
- Outras doenças autoimunes inflamatórias
Para essas pessoas, mesmo pequenas oscilações na hidratação corporal podem resultar em quedas de energia, dores mais intensas e episódios de rigidez prolongada.
Sinais de alerta no verão: quando o corpo pede cuidado
Durante os dias mais quentes, alguns sinais podem indicar que seu corpo está sofrendo os efeitos combinados de calor e inflamação:
- Aumento das dores articulares
- Rigidez muscular ao acordar ou após períodos de descanso
- Cansaço mais intenso que o habitual
- Inchaço nas extremidades
- Dor de cabeça, sensação de fraqueza ou tontura
Quando esses sintomas aparecem, é importante agir rapidamente para evitar o agravamento do quadro.
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Como se proteger no calor e evitar a piora dos sintomas?
Adotar pequenas medidas ao longo do dia faz toda a diferença para manter o corpo equilibrado:
1. Hidratação constante (mesmo sem sede) – A sede é um sinal tardio de desidratação. Por isso, beba água em intervalos regulares. Chás gelados, água saborizada e águas ricas em minerais podem ajudar.
2. Evite exposição solar nos horários mais quentes – Entre 10h e 16h, a radiação é mais intensa e o calor contribui para a perda ainda maior de líquidos.
3. Priorize refeições leves e ricas em água – Frutas como melancia, abacaxi e melão, além de saladas e vegetais crus, auxiliam na hidratação.
4. Converse com sua equipe de saúde – Médicos e fisioterapeutas podem ajustar orientações de acordo com o seu quadro clínico, principalmente durante ondas de calor.
5. Mantenha seu tratamento regular – Não interrompa medicações, e siga as orientações do seu reumatologista. No verão, o acompanhamento contínuo é ainda mais importante.
O verão pode ser leve, com cuidado
O calor não precisa ser um inimigo. Com atenção à hidratação, ajustes na rotina e acompanhamento especializado, é possível atravessar a estação com bem-estar e menos impacto na inflamação.
Se você notou piora dos sintomas ou quer orientações personalizadas para esse período, nossa equipe está pronta para ajudar.
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